Massacre do Compaj: Justiça do AM condena dois réus a penas que somam mais de 100 anos de prisão

  • 19/01/2026
(Foto: Reprodução)
Julgamento do Massacre no Compaj: dois réus são julgados no Amazonas A Justiça do Amazonas condenou os réus Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira a penas que, somadas, ultrapassam 100 anos de prisão em regime fechado. Eles são os primeiros réus julgados por crimes relacionados ao "Massacre do Compaj", que resultou na morte de 56 pessoas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, no ano de 2017. As sentenças foram publicadas na quinta-feira (15). Anderson Silva do Nascimento recebeu uma pena de 109 anos e 10 meses de prisão. Geymison Marques de Oliveira foi condenado a 11 anos e nove meses de prisão. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A condenação dos dois primeiros réus se deu por: Prática de Homicídio Qualificado (56 vezes): por motivo torpe (ligado à disputa de facções), meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas; Tentativa de Homicídio; Vilipêndio de Cadáver (45 vezes): referente aos atos de esquartejamento e decapitação; Tortura: praticada contra as vítimas antes da morte; e Organização Criminosa: pela afiliação e atuação estruturada dentro de uma facção criminosa. Anderson Silva do Nascimento já se encontrava preso e participou presencialmente do júri, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis. Geymison participou por videoconferência, com a defesa justificando a ausência presencial devido a ameaças de morte recebidas. Com a condenação, a 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus expediu o mandado de prisão. O julgamento, considerado um dos mais longos e complexos já realizados pelo Tribunal do Júri do Amazonas, começou no dia 9 de dezembro de 2025 e se estendeu até 13 de dezembro. O colegiado, composto por três magistrados, presidiu a sessão, que contou com quatro membros do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e as defesas técnicas dos réus, dois defensores públicos e um advogado. Este é o primeiro de 22 processos relacionados ao Massacre do Compaj, considerado o segundo maior massacre em presídio do Brasil, em número de vítimas, ficando atrás apenas do episódio do Carandiru. Os processos restantes deverão ser pautados pela 2.ª Vara do Tribunal do Júri ao longo do ano de 2026. Polícia divulga vídeos do início do massacre de mais de 50 presos em penitenciária no AM; veja Polícia Civil/Reprodução Como ocorreu o massacre A rebelião, que, ao todo, se estendeu por 17 horas, teve início quando presos da facção Família do Norte (FDN), à época aliada ao Comando Vermelho no Norte, invadiram a ala onde ficavam detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O ataque resultou em corpos esquartejados, decapitados e queimados. Antes da rendição, 112 detentos fugiram. O rompimento da aliança entre CV e PCC, que disputavam o controle do tráfico de drogas no país, à época, foi apontado por especialistas como principal causa do conflito que levou à matança. O então secretário de Segurança, Sérgio Fontes, afirmou que a FDN comandou o ataque e que o motim "não havia sido planejado previamente". Fontes também disse que havia indícios de ligação entre a rebelião do Compaj e o motim registrado horas antes no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), de onde 87 presos fugiram. Cerca de 40 detentos das duas unidades foram recapturados. Dois anos depois, em 2019, o Compaj voltou a registrar violência. Uma nova rebelião deixou 15 mortos. Após o episódio, o Governo do Amazonas decidiu não renovar o contrato com a empresa responsável pela administração do presídio, e repassou a gestão a outra terceirizada. Massacre no Compaj completa cinco anos no AM

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/01/19/massacre-do-compaj-justica-do-am-condena-dois-reus-a-penas-que-somam-mais-de-100-anos-de-prisao.ghtml


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