JN na China: série especial mostra cidade que está na vanguarda da criação de robôs

  • 01/05/2026
(Foto: Reprodução)
JN na China: série especial chega ao destino final e mostra cidade que está na vanguarda da criação de robôs A viagem dessa semana do Jornal Nacional pela China chegou nesta sexta-feira (1º) ao destino final. Os correspondentes Felipe Santana e Lucas Louis falaram ao vivo de Shenzhen. A cidade está na vanguarda da criação de robôs. Saímos de Xangai, Hangzhou, Pequim, Cantão e agora entramos no último dia da nossa viagem. Em Shenzhen. Olha o tamanho dessa cidade. Agora imagina isso sem prédio nenhum: só campos de arroz, uma zona rural e um rio que passa ali atrás desses prédios — o rio Shenzhen, que separa a cidade de uma ilha ali ao lado: Hong Kong. Nos anos 1980, a vila de pescadores, pobre, enquanto Hong Kong, colonizada pelos ingleses, era rica. Muita gente se arriscava atravessando o rio a nado para tentar a vida do lado inglês. Mas aí veio o presidente Deng Xiaoping, que escolheu o lugar para ser um laboratório — um teste do capitalismo na China. Criou ali a primeira zona econômica especial dentro de um regime comunista. Um reflexo de Hong Kong, mas controlado pelo Estado. Quarenta e cinco anos depois, é o Vale do Silício da China, com megaempresas de tecnologia. A vila de pescadores agora fabrica o futuro. E corre em ritmo acelerado para criar uma nova população: robôs humanoides feitos à nossa imagem e semelhança, que ouvem, enxergam, decidem. A questão agora não é mais se eles vão ser capazes de nos substituir, mas quando — e em quais situações. E quanto poder vamos dar a eles. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Com que facilidade você consegue colocar uma linha... no buraco da agulha? E quão bem você luta kung fu? Quando a gente achava que a nossa busca pelo aprimoramento eterno estava nos causando muita ansiedade... Por que não nos substituirmos, tão frágeis e poucos inteligentes... Por uma nova raça terrestre? Ficou claro que esse é o plano da China para o futuro. Eles foram a atração principal do show do Festival da Primavera, que celebra o Ano Novo Chinês. É o programa de televisão mais assistido do mundo. 400 milhões de espectadores. O festival assinala o que é prioridade no ano que vai vir. Os robôs dançaram e lutaram kung fu. Se mostraram muito mais capazes do que o robô da mesma empresa que a equipe conheceu, apenas 9 meses antes. A população da China encolhe desde 2022. E envelhece. Ao mesmo tempo em que o país se desenvolve como nunca se viu na história. Os salários lá mais que dobraram na última década. Mas o custo de vida também cresceu. Perto de Shenzhen, a China acaba de inaugurar a primeira linha de produção de humanoides, capaz de produzir 10 mil por ano. Um a cada 30 minutos. Esse é um dos primeiros robôs chineses a trabalhar numa montadora de automóveis. Capaz de tirar as peças de um lugar e encaixa-las em outro. O torso também é móvel. Os olhos são câmeras. De acordo com o fabricante, por isso eles são capazes de se adaptar a diversas funções. A China já tem mais de 140 empresas construindo robôs humanoides. Elas já desenvolveram 330 versões. Um já orienta os passageiros do metrô a passarem pela segurança antes de pegar o trem, na cidade de Cantão. Em Pequim, são atendentes na farmácia. Outros treinados para colher maçãs. Uma das grandes dificuldades é coordenar o que eles fazem com as mãos. Para a gente, parece muito fácil - mas o criador de um robô defende que eles são a primeira empresa do mundo a ter uma coordenação motora tão fina com humanoides. Outra empresa fez uma vovozinha com expressões faciais. O dono da fabricante diz que quer colocar os robôs dentro da casa das pessoas. E o maior desafio agora é fazê-los baratos o suficiente pra convencer os chineses a comprar um. Os grandes competidores nesse mercado são os Estados Unidos. Principalmente o Optimus, do bilionário Elon Musk. Ele promete que um único robô cuidará de tarefas domésticas e trabalhará em fábricas a um custo de 20 mil dólares cada. E que o Optimus é a peça fundamental que tornará sua empresa a maior do mundo. Outro robô americano, o Neo, já pode ser comprado por 20 mil dólares pra fazer faxina na sua casa. O que a empresa não explicita é que por enquanto ele funciona com horário marcado. Quando você sai de casa, um funcionário o acessa remotamente lá da sede da empresa e faz a limpeza por controle remoto, manipulando o robô. É o nascimento da telefaxina. Porque esses robôs ainda são como crianças. Sozinhos, não sabem fazer as coisas direito. Para não ter que implorar para as pessoas terem um em casa para serem treinados, o governo chinês executa um plano. Criou em várias cidades do país centros de treinamento de humanoides. Onde eles podem aprender com simulações da vida real. De tanto cair, uma hora eles conseguem pular. De tanto deixar cair um livro, uma hora aprendem a colocar na estante. Por isso temos que ver o show de primavera da China como aquela apresentação infantil da escola das crianças. Um processo em andamento. Ali, eles apresentaram equilíbrio, repetição, coordenação... Mas no dia a dia ainda cometem muitos erros, não são capazes de se virar sem constante supervisão humana. A grande maioria deles é de controle remoto, como se fosse um brinquedo. A corrida é para ver quem consegue o robô verdadeiramente autônomo primeiro. Porque eles serão exportados e pelo mundo todo coletarão informações de como as empresas funcionam por dentro. Eles alimentarão com ainda mais dados os próprios modelos de inteligência artificial. E construirão algoritmos de poder. Enquanto nós tentaremos entender onde nos encaixaremos com a precisão necessária nesse admirável mundo novo. JN na China: série especial chega ao destino final e mostra cidade que está na vanguarda da criação de robôs Reprodução/TV Globo

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/01/jn-na-china-serie-especial-mostra-cidade-que-esta-na-vanguarda-da-criacao-de-robos.ghtml


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